Principal    Quem Somos    Seus Direitos    Artigos    Testes    Grupos    Fale Conosco   


A psicanálise surgiu no final do século XIX, com Sigmund Freud. Segundo essa teoria, as causas do comportamento humano são, essencialmente, internas, ou seja, o comportamento é sempre uma manifestação de algo que acontece internamente na pessoa. Disso decorre que é preciso tratar essa causa interna para que a pessoa possa mudar, possa curar-se. Assim, para a psicanálise, é sempre necessário ir além do comportamento para que se possa chegar às verdadeiras causas desse comportamento. O comportamento é secundário, o que é primário é a causa interna do mesmo.

Durante um bom tempo essa forma de se compreender o comportamento humano prevaleceu. Entretanto, por volta de 1950, uma série de críticas à psicanálise tornaram-se freqüentes. Algumas dessas críticas eram:

A teoria e os procedimentos psicanalíticos não haviam sido submetidos, até aquele momento, a quase nenhum estudo de verificação de sua validade. Mesmo que se tentasse realizar tais estudos, esses eram quase impossíveis de serem levados adiante, uma vez que os próprios conceitos psicanalíticos não podiam ser colocados de maneira que esses estudos pudessem ser realizados, pois eles eram muito subjetivos, redundantes e até mesmo auto-explicatórios.

A psicanálise durante muito tempo relegou a um segundo plano o papel dos fatores externos na determinação do comportamento.

As supostas causas internas de um comportamento são, de fato, causas, ou uma maneira particular, entre outras, de se entender um comportamento? É possível chegar a conhecer realmente a causa de um comportamento, ou esse é determinado por tamanha quantidade de fatores que se torna quase impossível encontrar-se A SUA CAUSA ÚNICA?

Devido aos seus princípios teóricos, o tratamento psicanalítico tornou-se uma tarefas que envolvia anos, e até mesmo décadas. Assim, começou-se a questionar se os pacientes submetidos à psicanálise mudavam devido à eficácia do tratamento ou em função da mera passagem do tempo.

Na tentativa de responder a tais críticas é que outras teorias psicológicas surgiram. Dentre essas, a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental se destaca. Essa forma de psicoterapia, baseada inicialmente em teóricos como Ivan Pavlov e B. F. Skinner, baseia-se num processo de aprendizagem, no qual a pessoa desenvolve habilidades necessárias para lidar de maneira mais satisfatória com as situações de sua vida. Além disso, essa abordagem baseia-se na utilização sistemática do método científico, o que faz com que seus conceitos sejam submetidos constantemente a estudos de verificação de sua validade.

Resumidamente, os princípios fundamentais dessa abordagem são:

  • A PCC concentra-se no comportamento em si e nos fatores que o influenciam, sem buscar uma pretensa causa interna que o determine.
  • Os comportamentos que nos são desagradáveis são adquiridos em nossa história de vida, assim como qualquer outro.
  • Esses comportamentos podem ser modificados e substituídos por outros mais adequados.
  • A PCC utiliza uma série de técnicas que visam a modificação do comportamento.
  • A PCC se concentra no aqui e agora. Nossa história passada não pode ser modificada e ela é relevante na terapia somente tendo em vista os efeitos atuais que pode ter.
  • Em função de sua filosofia, a PCC envolve a determinação de objetivos claros e específicos.
  • A PCC atua em vários níveis de funcionamento do indivíduo, o comportamento, a emoção, as reações fisiológicas e a forma como a pessoa percebe o que lhe acontece.
  • A mudança pretendida pela PCC deve ocorrer sempre em todos esses níveis, sem que haja uma ênfase maior em qualquer um deles.
Atualmente, a psicologia encontra-se dividida em várias abordagens, sem que qualquer proposta de unificação tenha sido bem sucedida. Diferentes abordagens seguem convivendo e tentando, cada uma a seu modo, explicar e modificar o comportamento dos indivíduos. Entretanto, devido às suas especificidades, algumas vêm se adaptando e assimilando mais rapidamente as mudanças que ocorrem tanto na ciência como em nosso dia a dia. A PCC é um exemplo de abordagem bem sucedida, pois vem demonstrando ao longo dos anos uma série de estudos que comprovam sua eficácia, além de desenvolver continuamente técnicas que levam as pessoa a obter mais rapidamente progressos sensíveis em suas problemáticas.

E-mail: npcc@npcc.com.br